sexta-feira, 18 de maio de 2012

A arte de Patinar.

Primeiro sente-se um pouco de medo, mas aos poucos a sensação de autoconfiança vai se desenvolvendo e perde-se o medo de se entregar. Os pés acostumados a pisar firme no chão e dar equilíbrio, se intimidam com as rodinhas de silicone que parecem teimar em derrubar o corpo na primeira deslizada. Não são feitas para aquilo, mas para dar a sensação de leveza aos que se aventuram em andar e correr com elas. Até que o patinador e elas se tornem um só, formando um conjunto harmônico e desafiando algumas leis imponderáveis da física, serão naturais os tropeções e quedas, assim como na vida.

Patinar ensina que cair não é fracassar, mas tentar novamente ensina a manter-se em equilíbrio, aperfeiçoar-se para seguir em frente. Quando se patina sabe que pode se machucar aqui ou ali numa manobra mais arriscada, aprendendo a ultrapassar seus próprios limites, mesmo que esses pareçam limitados. É necessário aprender a gatinhar para depois andar, andar para depois correr, e só então aprender a voar. O medo de cair só apreçara a queda, apesar disso os obstáculos sempre existirão e uma simples pedrinha poderá levar a queda. Ser livre é isso sentir o vento no rosto, saber que você pode ser mais rápido que hoje, ver o transito caótico e passar sem problemas por filas de veículos somente curtindo aquela musica sem estresse somente você e seus pensamentos. 





Essa é a arte de patinar é sempre se superar.

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